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Acordo Mercosul–EFTA: o que muda para aeronaves e aeroespacial

O acordo isenta de tarifa os produtos do capítulo 88 (aeronaves, drones e peças) nos países da EFTA. Ele já vale na Islândia desde 1º/10/2026 e passa a valer na Noruega em 1º/11/2026. Na Suíça e em Liechtenstein ainda não há data. No Brasil, a tarifa sobre aeronaves e peças da EFTA já era zero, e o acordo apenas garante que ela continue assim.

Guia gratuitaImpacto baixoAtualizada em 8 de outubro de 2026
US$ 1,8 miexportações do setor à EFTA em 2025Suíça, Noruega, Islândia, Liechtenstein
US$ 61 miimportações do setor vindas da EFTAconcorrência no Brasil
0%das importações em produtos que o Brasil não liberalizaAnexo II do acordo
156empresas do setor no BrasilReceita Federal, CNPJ ativos
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Em uma frase

O impacto é pequeno, mas há uma porta aberta: a partir de 1º/11/2026 suas peças entram isentas na Noruega, que comprou US$ 1,2 milhão do setor em 2025, enquanto a Suíça, de onde vêm US$ 60,4 milhões das importações, segue sem data.

Quando muda: o calendário

  1. 16/09/2025Assinatura do acordo Mercosul–EFTA no Rio de Janeiro.
  2. 23/09/2026O Decreto nº 13.126 promulga o acordo no Brasil.
  3. 01/10/2026O acordo entra em vigor entre Brasil e Islândia: todo o capítulo 88 brasileiro entra isento na Islândia.
  4. 01/11/2026O acordo entra em vigor entre Brasil e Noruega: todo o capítulo 88 brasileiro entra isento na Noruega.
  5. Data ainda não definida (estimativa: não antes de 2027)Suíça e Liechtenstein. Na Suíça, o Parlamento aprovou o acordo, mas foi lançado um referendo. A data de vigência deve ser confirmada.

O que muda para o setor

No acordo, aeronaves, drones e suas peças (capítulo 88) contam como produtos industriais. Nos países da EFTA, esses produtos ficam isentos de tarifa desde o primeiro dia de vigência. Não há redução gradual nem cota.

Onde já vale hoje: na Islândia, desde 1º/10/2026. Na Noruega, a partir de 1º/11/2026. Na Suíça e em Liechtenstein, ainda não: lá continua valendo a tarifa normal até o acordo entrar em vigor.

Os números do setor são modestos. Em 2025, o Brasil exportou US$ 1,8 milhão em produtos do capítulo 88 para a EFTA, contra US$ 1,4 milhão em 2024. A Noruega comprou US$ 1,2 milhão e a Suíça US$ 0,5 milhão. Do outro lado, o Brasil importou US$ 60,7 milhões, quase tudo da Suíça (US$ 60,4 milhões), sobretudo aviões e helicópteros (posição 8802, US$ 59,5 milhões).

Por que classificamos o impacto como baixo: a tarifa brasileira sobre esses produtos da EFTA já era zero, então a concorrência no Brasil não muda por causa do acordo. Já o volume exportado é pequeno, e a Suíça, maior parceira comercial do setor, ainda está fora.

Quais produtos ganham e quais ficam de fora

O que os países da EFTA cobram do produto brasileiro:

PaísCapítulo 88Desde quando
IslândiaIsento (produto industrial)01/10/2026
NoruegaIsento (produto industrial)01/11/2026
Suíça e LiechtensteinIsento (produto industrial), quando o acordo entrar em vigorData ainda não definida

O que o Brasil cobra do produto da EFTA (todas as 36 linhas do setor estão na categoria 0, com alíquota-base de 0%):

  • 8802: aviões, helicópteros, veículos espaciais e satélites. Zero.
  • 8805: aparelhos de lançamento e simuladores de combate aéreo. Zero.
  • 8806: drones e aeronaves não tripuladas. Zero.
  • 8807: hélices, rotores, trens de aterrissagem e outras partes. Zero.

Nenhuma linha do setor ficou excluída nem sujeita a cota, de nenhum dos dois lados.

Atenção: muitos componentes usados em aeronaves são classificados em outros capítulos e não entram nestes números. Confirme a classificação dos seus produtos com o despachante. Na exportação, vale o código da pauta do país importador, e não a NCM da sua fatura.

Os números do setor com a EFTA

Valores FOB de 2025 (ComexStat/MDIC). O acordo vale com a Islândia desde 1º/10/2026 e com a Noruega desde 1º/11/2026; Suíça e Liechtenstein ainda não.

PaísExportações do BrasilImportações do Brasil
SuíçaUS$ 549 milUS$ 60 mi
NoruegaUS$ 1,2 miUS$ 220 mil
IslândiaUS$ 0US$ 0
LiechtensteinUS$ 0US$ 0

Quando a tarifa brasileira sobre produtos da EFTA chega a zero

Prazo% das importações de 2025
já era zero100,0%

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  • Oportunidades para quem exporta
  • Riscos: a concorrência da EFTA no Brasil
  • Suíça: o que esperar
  • Regras de origem: o essencial
  • O que fazer agora: checklist

Perguntas frequentes

Peças de avião brasileiras pagam tarifa para entrar na Noruega com o acordo Mercosul–EFTA?

Não. A partir de 1º/11/2026, todo o capítulo 88 entra isento na Noruega, desde que você comprove a origem.

O acordo Mercosul–EFTA já vale para a Suíça?

Ainda não. O Parlamento suíço aprovou o acordo em setembro de 2026, mas foi lançado um referendo e não há data de vigência. Por enquanto vale a tarifa normal suíça.

Aviões e drones da Suíça ficam mais baratos no Brasil com o acordo?

Não por causa da tarifa. O imposto de importação brasileiro sobre esses produtos da EFTA já era zero, e o acordo apenas o mantém em zero.

Como provar a origem brasileira para ter a isenção na EFTA?

Você pode fazer uma declaração de origem na fatura, válida por 1 ano, ou pedir um certificado de origem. Em ambos os casos, o produto precisa cumprir a regra de origem da sua posição.

Posso usar peças importadas da União Europeia e ainda ter isenção?

Pode ser possível, pela acumulação estendida prevista no acordo. Confirme as condições com um especialista antes de contar com isso.

Precisa de mais do que uma guia?

A NanoIris cruza dados oficiais de comércio exterior, empresas e regras para mostrar o impacto nos seus produtos, nos seus clientes e nos seus concorrentes, código por código.

Guia informativa, não é consultoria aduaneira. O código que vale para exportar é o da pauta do país importador; confirme a classificação com o seu despachante e o importador.

Fontes

  • Decreto nº 13.126/2026 (Presidência da República)
  • Portaria SECEX nº 544/2026 (Diário Oficial da União)
  • Texto do Acordo Mercosul–EFTA e Anexos I a V (Siscomex/MDIC)
  • Manual de Desgravação Tarifária e Manual de Regras de Origem (MDIC)
  • Notícia do MDIC de 02/10/2026 sobre a regulamentação das cotas
  • Registros de votação do Parlamento suíço (parlament.ch)
  • Comunicado dos Verdes suíços sobre o referendo (gruene.ch)
  • Acordo Mercosul–EFTA, Anexos II a V (cronogramas)
  • ComexStat/MDIC — comércio com Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein
  • Receita Federal — cadastro CNPJ (março de 2026)