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Acordo comercial · em vigor desde 1º de maio de 2026
Acordo Mercosul–União Europeia: resumo, vantagens e desvantagens e o impacto em cada setor
O acordo provisório de comércio entre Mercosul e União Europeia vale desde 1º de maio de 2026. As tarifas caem aos poucos, em prazos que vão de imediato a 15 anos, e alguns produtos ficam de fora. Veja o que muda no seu setor, quando, e quem são os concorrentes europeus.
Guias por setor
Acordo Mercosul–UE · lista oficial
Acordo Mercosul–UE: cronograma das tarifas do Brasil sobre produtos europeus
Lista pesquisável das 10.728 linhas NCM: quando a tarifa do Brasil sobre cada produto europeu chega a zero, categoria e tarifa base.
Acordo Mercosul–UE · lista oficial
Acordo Mercosul–UE: tarifas da União Europeia para produtos brasileiros
Lista pesquisável das 9.791 linhas NC da UE: quando a tarifa europeia sobre cada produto brasileiro chega a zero, cotas e exclusões.
Acordo Mercosul–UE: o que muda para têxteis e confecções
O Brasil vai zerar, em etapas anuais até 2036, tarifas de até 35% sobre tecidos, fios e roupas europeias. A Europa também zera as tarifas dela, mas elas já eram baixas, então para quem produz no Brasil a concorrência pesa mais do que o novo acesso ao mercado europeu.
Acordo Mercosul–UE: o que muda para automóveis e autopeças
O Brasil importa da UE cerca de 17 vezes mais do que exporta neste setor: US$ 3.932,2 milhões contra US$ 226,6 milhões em 2025. A tarifa brasileira sobre autopeças e veículos europeus cai devagar, até 2036 ou 2041. Já a tarifa europeia sobre o produto brasileiro, que é baixa, zera antes.
Acordo Mercosul–UE: o que muda para laticínios e queijos
O acordo abre o Brasil aos queijos e ao leite em pó europeus só por cotas, que crescem ano a ano até o fim de dez anos. Mozarela, soro de leite e vários lácteos ficam fora, e exportar para a Europa continua difícil por exigências sanitárias, não só por tarifa.
Acordo Mercosul–UE: o que muda para equipamentos médicos e instrumentos
Para vender à Europa, quase nada muda: a UE já cobrava tarifa zero ou muito baixa e agora zerou o resto. O efeito maior está no Brasil, onde a tarifa sobre aparelhos europeus cai aos poucos até 2036 ou 2041, e a concorrência europeia vai crescer.
Acordo Mercosul–UE: o que muda para cervejas
Para a cerveja, o acordo funciona quase só em uma direção: a tarifa brasileira de 20% sobre a cerveja europeia cai aos poucos até zerar em 1º/1/2036, enquanto a UE já não cobrava tarifa da cerveja brasileira. Você tem cerca de dez anos para se preparar para uma concorrência europeia mais barata, que hoje ainda é pequena, de US$ 4,8 milhões em 2025.
Acordo Mercosul–UE: o que muda para medicamentos e farmacêutico
A UE já cobrava tarifa zero sobre quase todos os medicamentos brasileiros. A mudança grande acontece no Brasil: as tarifas sobre remédios europeus, de até 14% (18% em alguns artigos), caem aos poucos e chegam a zero entre 2030 e 2036.
Acordo Mercosul–UE: o que muda para vinhos
O Brasil importou US$ 231,7 milhões em vinhos da União Europeia em 2025 e exportou só US$ 1,1 milhão para lá. Com o acordo, a tarifa brasileira sobre o vinho europeu em garrafa cai aos poucos até zerar em 1º/1/2034, enquanto o vinho brasileiro ganha acesso mais barato à Europa.
Acordo Mercosul–UE: o que muda para aço, siderurgia e metais
Na exportação de aço e metais, o ganho é moderado, porque a União Europeia já cobrava tarifas baixas: em média 2,5%, ponderada pelo comércio. No mercado interno, a proteção brasileira é bem maior, de 14% a 18% em parafusos, conexões, tubos e obras de aço, e vai cair todo ano até zerar, em geral em 2036.
Acordo Mercosul–UE: o que muda para massas, biscoitos e panificados
Massas alimentícias e panetone ficam fora do acordo: a tarifa brasileira de 16% a 18% sobre o produto europeu não cai. Já os biscoitos europeus vão chegar mais baratos aos poucos, até 2036 ou 2041, enquanto a UE zera em 1º/1/2033 a tarifa sobre quase todos os biscoitos, massas e tapioca do Brasil.
Acordo Mercosul–UE: o que muda para móveis
Para exportar, o ganho é pequeno: a UE já cobrava pouco ou nada sobre o móvel brasileiro e zerou quase tudo em 1º/5/2026. No Brasil, a proteção de 18% cai devagar e some só entre 2036 e 2041. Móveis de madeira para quarto, cozinha e escritório ficam de fora e seguem com 18%.
Acordo Mercosul–UE: o que muda para vidro, cerâmica e materiais de construção
A União Europeia já zerou em maio de 2026 a tarifa sobre pedras trabalhadas, ardósia e guarnições de fricção, os principais produtos brasileiros do setor vendidos para lá. No Brasil, a tarifa sobre o produto europeu cai devagar: a maior parte só chega a zero entre 2034 e 2036, e alguns itens de vidro ficam de fora.
Acordo Mercosul–UE: o que muda para plásticos e borracha
Na Europa, pneus brasileiros já entram sem tarifa desde maio de 2026. Polietileno, filmes, embalagens e obras de plástico chegam a zero em 2030. No Brasil, a proteção contra o produto europeu cai devagar: a maior parte só zera em 2036, e vários itens nem entram no acordo.
Acordo Mercosul–UE: o que muda para máquinas e equipamentos
Desde 1º de maio de 2026, a Europa zerou a tarifa sobre a maior parte das máquinas brasileiras: 69,0% do comércio de 2025 ficou livre de imediato, e outros 18,7% já entravam sem tarifa. No Brasil, a tarifa sobre máquinas europeias cai devagar. A maior parte só zera entre 2035 e 2041, e algumas NCMs ficam de fora.
Acordo Mercosul–UE: o que muda para eletroeletrônicos
Desde 1º de maio de 2026, a União Europeia zerou a tarifa sobre a maior parte dos eletroeletrônicos que o Brasil exporta. Do lado brasileiro, a tarifa sobre o produto europeu cai devagar: a maioria zera só em 2036 ou 2041, e alguns itens, como disjuntores e grandes transformadores, ficam de fora.
Acordo Mercosul–UE: o que muda para produtos químicos e fertilizantes
O acordo começou a valer em 1º de maio de 2026. A UE zera mais cedo as tarifas sobre o químico brasileiro, e o Brasil abre o mercado interno aos europeus mais devagar, com defensivos e aditivos protegidos até 2036 ou 2041. O Brasil importa da UE muito mais do que exporta no setor: em 2025 foram US$ 5.541,8 milhões contra US$ 1.166,4 milhões.
Acordo Mercosul–UE: o que muda para cosméticos, perfumaria e higiene
Desde 1º de maio de 2026, a UE zerou as tarifas sobre os óleos essenciais e quase todos os cosméticos brasileiros. Do lado brasileiro, perfumes, colônias, cremes de beleza e xampus europeus seguem pagando 18%, e o resto da concorrência europeia só chega à tarifa zero entre 2030 e 2041.
Acordo Mercosul–UE: o que muda para joias, ouro e pedras preciosas
Desde 1º de maio de 2026 a União Europeia cobra zero de tarifa sobre todas as joias, metais e pedras preciosas do Brasil. Do lado de cá, a proteção de 18% sobre joias europeias cai devagar: só zera em 2036 ou 2041, e alguns produtos ficam de fora.
Acordo Mercosul–UE: o que muda para cachaça e destilados
O acordo abre a Europa para a cachaça engarrafada, com tarifa zero em 1º/1/2030, e cria uma cota sem tarifa para cachaça a granel que chega a 2.400 toneladas. No mesmo prazo, gim, vodca, licores e uísques europeus engarrafados perdem a tarifa de 20% no Brasil, e o Brasil já importa da UE seis vezes mais destilados do que exporta para lá.
Acordo Mercosul–UE: o que muda para chocolate, cacau e doces
A União Europeia vai zerar até 1º/1/2036 as tarifas sobre o cacau em pó, a manteiga de cacau, o chocolate e os doces brasileiros, com cortes todo ano. No Brasil, o chocolate europeu continua pagando 18% a 20% fora de cotas, e a abertura chega devagar, ao longo de 14 a 15 anos.
Acordo Mercosul–UE: o que muda para pescados e frutos do mar
Desde 1º de maio de 2026, a UE zerou a tarifa sobre a maior parte do pescado brasileiro. O Brasil, por outro lado, reduz devagar a tarifa sobre o peixe europeu e mantém a tilápia e várias conservas de fora. Hoje o setor compra da Europa muito mais do que vende: US$ 82,2 milhões em importações contra US$ 1,7 milhão em exportações em 2025.
Acordo Mercosul–UE: o que muda para madeira e produtos de madeira
O Brasil vendeu US$ 671,6 milhões em madeira para a UE em 2025 e comprou só US$ 26,3 milhões de lá: o acordo abre mais a porta europeia do que a brasileira. A UE zera suas tarifas até 2033, e o Brasil reduz as suas devagar, a maior parte até 2036, com alguns produtos excluídos.
Acordo Mercosul–UE: o que muda para calçados
Desde 1º de maio de 2026, a Europa zerou a tarifa sobre partes de calçado brasileiras, e o calçado pronto fica livre de imposto em etapas até 2036. Do lado brasileiro a abertura é bem mais lenta: quase um quarto das importações europeias fica de fora, e o resto só chega a zero entre 2035 e 2041.
Acordo Mercosul–UE: o que muda para frutas e sucos
O Brasil vendeu US$ 2.373,5 milhões em frutas e sucos à União Europeia em 2025 e comprou de lá só US$ 93,5 milhões. Com o acordo, a Europa vai zerando tarifas sobre o produto brasileiro até 2036, mas frutas europeias como framboesas, mirtilos e kiwis já entram no Brasil sem tarifa desde maio de 2026.
Acordo Mercosul–UE: o que muda para carne de frango e suína
A União Europeia abriu cotas com tarifa zero para a carne de frango do Mercosul e uma cota com tarifa reduzida para a carne suína. As cotas crescem até 2031. No Brasil, a tarifa sobre carnes e embutidos europeus cai aos poucos até 2030, 2034 ou 2036, mas hoje o Brasil importa muito pouco da UE nesse setor.
Acordo Mercosul–UE: o que muda para couro e artefatos de couro
Para quem curte e exporta couro, o acordo é uma boa notícia. A UE zera as tarifas sobre o couro brasileiro, parte já em maio de 2026 e o resto até 1º/1/2030. Para quem fabrica bolsas, cintos e roupas de couro, quase nada muda no mercado interno: esses produtos europeus foram excluídos e continuam pagando 20% para entrar no Brasil.
Acordo Mercosul–UE: o que muda para carne bovina
O acordo não dá tarifa zero à carne bovina brasileira na Europa. Ele cria cotas com tarifa de 7,5%, que crescem até 2031, enquanto o Brasil reduz aos poucos a tarifa sobre as carnes europeias, que hoje chegam em volume pequeno.
Acordo Mercosul–UE: o que muda para café
O café verde já entrava na UE sem tarifa. A novidade do acordo está no café industrializado: torrado e solúvel brasileiros chegam à tarifa zero na Europa em 1º/1/2030. No mercado brasileiro, a tarifa sobre o café europeu cai mais devagar, e o torrado só zera em 2036.
Acordo Mercosul–UE: o que muda para açúcar e etanol
Para açúcar e etanol, a Europa não abre o mercado por completo. Ela cria cotas com tarifa reduzida ou zero, e a de etanol cresce até 650.000 toneladas por ano a partir de 2031. No Brasil, a concorrência europeia é quase inexistente: o país importou só US$ 0,8 milhão do bloco em 2025.
Acordo Mercosul–UE: o que muda para óleos vegetais e azeite
Desde 1º de maio de 2026 a União Europeia zerou a tarifa do azeite e de vários óleos brasileiros, e zera a maior parte dos demais até 1º/1/2030. Do lado brasileiro, a abertura é lenta: o azeite europeu só chega a tarifa zero pelo acordo em 1º/1/2041, e o óleo de rícino (mamona) fica fora.
Acordo Mercosul–UE: o que muda para fumo e tabaco
O Brasil vendeu US$ 1.165,4 milhões em fumo e tabaco à União Europeia em 2025 e comprou de lá só US$ 12,9 milhões. Com o acordo, a tarifa europeia sobre o fumo em folha brasileiro cai até zero em 1º/1/2030, e a concorrência europeia no Brasil continua pequena.
Acordo Mercosul–UE: o que muda para aeronaves e aeroespacial
Na Europa, as peças de aeronaves brasileiras (posição 8807) entram com tarifa zero desde 1º de maio de 2026. Aviões grandes, aviões pequenos e drones chegam a zero até 2030 ou 2033. No Brasil quase nada muda, porque 100% das importações europeias do setor em 2025 já entravam com tarifa zero.
Acordo Mercosul–UE: o que muda para mineração
Para a mineração, o acordo muda pouco na tarifa: 99,7% do que o Brasil vendeu à UE em 2025 já entrava sem imposto de importação. Do lado brasileiro, as tarifas sobre minerais europeus são baixas (média de 3,5%) e vão a zero até 1º/1/2030 ou 1º/1/2034.
Acordo Mercosul–UE: o que muda para celulose e papel
A União Europeia já não cobrava tarifa sobre a celulose e o papel brasileiros, então o acordo quase não muda o acesso ao mercado europeu. No Brasil, a tarifa sobre o papel europeu cai devagar, a maior parte só zera em 2036 ou 2041, e muitas embalagens e papéis ficam de fora.
Acordo Mercosul–UE: o que muda para soja, milho e grãos
Para soja em grão e farelo, quase nada muda na Europa: 96,3% do que o setor vendeu à UE em 2025 já entrava com tarifa zero. As novidades reais são as cotas de milho e de arroz, a exclusão do trigo e uma abertura lenta do mercado brasileiro ao arroz europeu, que só fica livre de tarifa entre 2030 e 2036.
Acordo Mercosul–UE: o que muda para brinquedos e artigos esportivos
No curto prazo, o acordo muda pouco para quem fabrica brinquedos e artigos esportivos no Brasil. A UE já cobrava tarifas baixas e zerou quase tudo em maio de 2026. Do lado brasileiro, muitos produtos ficaram de fora, e o resto só zera em 2036 ou 2041.
Acordo Mercosul–UE: o que muda para petróleo e combustíveis
No setor de petróleo e combustíveis, quase todo o comércio com a União Europeia já tinha tarifa zero antes do acordo. As mudanças reais estão em alguns derivados, como gasolinas, querosene de aviação, parafinas, vaselina e óleos minerais brancos, com prazos até 2036.
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O calendário do acordo
- 1º de maio de 2026Começa a aplicação provisória. Primeiro corte das tarifas dos dois lados; produtos da categoria 0 entram sem tarifa.
- 1º de janeiro de 2027Segundo corte anual. A partir daqui, um corte igual a cada 1º de janeiro.
- 1º de janeiro de 2030Zeram as tarifas da categoria 4 (22% das linhas tarifárias brasileiras).
- 1º de janeiro de 2034Zeram as tarifas da categoria 8 (13% das linhas brasileiras).
- 1º de janeiro de 2036Zeram as tarifas da categoria 10, a maior (36% das linhas brasileiras).
- 1º de janeiro de 2041Zeram as tarifas da categoria 15 (9% das linhas brasileiras, os produtos mais sensíveis que não foram excluídos).
Como funciona o acordo, em poucas linhas
O acordo provisório de comércio (Interim Trade Agreement) entre o Mercosul e a União Europeia é aplicado desde 1º de maio de 2026. No Brasil, foi internalizado pelo Decreto nº 12.953, de 28 de abril de 2026. Ele cobre o comércio de bens e serviços, as compras públicas e as regras técnicas; o acordo de parceria mais amplo ainda depende da ratificação dos parlamentos europeus.
As tarifas não caem todas de uma vez. Cada produto tem uma categoria de desgravação: a categoria 0 zerou no primeiro dia; nas categorias 4, 7, 8, 10 e 15 a tarifa cai em partes iguais todo 1º de janeiro e chega a zero no ano indicado (2030, 2033, 2034, 2036 e 2041). A categoria E fica fora do acordo. Para alguns produtos agrícolas a redução vale só dentro de cotas anuais.
Os dois lados da moeda
Para quem produz no Brasil, o acordo tem dois efeitos. Do lado da oportunidade, a UE corta as tarifas sobre os produtos brasileiros: mais da metade das linhas europeias já entrou sem tarifa. Do lado do risco, o Brasil corta as tarifas sobre os produtos europeus, mas mais devagar: 36% das linhas brasileiras só zeram em 2036 e 9% em 2041, e 8,8% ficam de fora.
Nos primeiros cinco meses, as exportações brasileiras para a UE cresceram 30,7% em relação ao mesmo período de 2025 (de janeiro a abril, antes do acordo, tinham crescido 6,2%). As importações vindas da UE subiram 3,1%. É cedo para atribuir tudo ao acordo, mas a direção é clara.
Indicações geográficas e regras de origem
Desde 1º de maio, os países do Mercosul protegem 344 indicações geográficas europeias: nomes como Roquefort só podem ser usados por produtos da região de origem. Para usar a tarifa reduzida, o produto precisa cumprir as regras de origem do acordo, e a UE tem um mecanismo de salvaguarda para produtos agrícolas sensíveis (Regulamento (UE) 2026/687).
Perguntas frequentes
O que é o acordo Mercosul–União Europeia?
É o acordo de comércio entre o Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) e a União Europeia. A parte comercial (Acordo Provisório de Comércio) é aplicada desde 1º de maio de 2026; no Brasil foi internalizada pelo Decreto nº 12.953/2026. As tarifas caem aos poucos, em prazos de imediato a 15 anos, e alguns produtos ficam de fora.
Quando o acordo Mercosul–UE entrou em vigor?
A aplicação provisória começou em 1º de maio de 2026. A partir daí há um corte de tarifas a cada 1º de janeiro, até 2041 para os produtos mais sensíveis. O acordo de parceria mais amplo ainda depende das ratificações nacionais na Europa.
Resumo: o que muda para as empresas brasileiras?
A UE corta tarifas sobre produtos brasileiros, a maior parte já no primeiro dia; o Brasil corta as tarifas sobre produtos europeus mais devagar: 36% das linhas tarifárias brasileiras só zeram em 2036, 9% em 2041 e 8,8% ficam de fora. De maio a setembro de 2026 as exportações do Brasil para a UE cresceram 30,7% sobre o mesmo período de 2025.
Quais são as vantagens e desvantagens do acordo para o Brasil?
Vantagens: acesso com tarifa menor ou zero ao mercado europeu, cotas para carne, açúcar, etanol e outros produtos agrícolas, insumos e máquinas europeus mais baratos. Desvantagens: mais concorrência europeia no mercado brasileiro em setores como vinhos, laticínios, têxteis, máquinas e autopeças, ainda que com prazos longos. Nas nossas guias, 11 setores aparecem com mais oportunidades, 7 com mais riscos e 13 com os dois.
Quais produtos ficaram fora do acordo?
No lado brasileiro, 8,8% das linhas tarifárias (categoria E) não têm redução: entre elas móveis de madeira para cozinha, quarto e escritório, mozarela e parte dos vinhos. No lado europeu, carnes, açúcar e etanol entram só dentro de cotas. Veja a lista de cada setor nas guias.
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Fontes
- Acordo Provisório de Comércio Mercosul–UE, Anexo 2-A e Apêndices 2-A-1 e 2-A-2 (cronogramas de desgravação)
- SECEX/MDIC — Oferta do Brasil à UE (NCM 2026) e Lista de concessões da UE (NC 2026), planilhas indicativas
- Decreto nº 12.953, de 28 de abril de 2026
- Comissão Europeia, DG Trade — comunicado de 30/04/2026 e fichas sobre a aplicação provisória
- Regulamento (UE) 2026/687 (salvaguardas agrícolas)
- ComexStat/MDIC — exportações e importações com a União Europeia
- Receita Federal — cadastro CNPJ
