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Tarifaço · Seção 301 · em vigor desde julho de 2026
Tarifaço dos EUA 2026 (Seção 301): produtos isentos e o impacto em cada setor
Desde julho de 2026 os produtos brasileiros pagam nos EUA duas sobretaxas da Seção 301, que se somam: 25% só para o Brasil e 12,5% da ação sobre trabalho forçado. Cada uma tem a sua lista de exceções. Veja quanto do seu setor paga, o que está isento e o que fazer.
Guias por setor
Tarifaço dos EUA · lista oficial
Tarifaço 2026: lista completa de produtos isentos (Seção 301)
Lista oficial e pesquisável dos 2.213 códigos isentos das sobretaxas de 25% e 12,5% dos EUA sobre produtos do Brasil em 2026, com a situação de cada um.
Tarifaço dos EUA: o que muda para máquinas e equipamentos
Desde julho de 2026, a maior parte das máquinas brasileiras vendidas aos EUA paga duas sobretaxas que, somadas, dão 37,5% além da tarifa normal. Pela nossa estimativa, 71,0% do que o setor exportou aos EUA em 2025 está nessa faixa, e o governo americano negou os pedidos de isenção para máquinas.
Tarifaço dos EUA: o que muda para eletroeletrônicos
Desde julho de 2026, a maior parte dos eletroeletrônicos brasileiros vendidos aos EUA paga a tarifa normal mais 37,5 pontos percentuais, incluindo os transformadores, principal produto do setor. Motores, geradores e chicotes só escapam se forem para uso aeronáutico civil, e a classificação final é a do importador americano.
Tarifaço dos EUA: o que muda para madeira e produtos de madeira
Desde julho de 2026, a maior parte da madeira brasileira vendida aos EUA paga duas sobretaxas somadas: 25% e 12,5%. Portas, molduras de coníferas, compensados e MDF estão na faixa mais cara; a madeira serrada de coníferas deve estar na Seção 232, e a tropical perfilada paga só 12,5%.
Tarifaço dos EUA: o que muda para vidro, cerâmica e materiais de construção
Desde julho de 2026, quase tudo o que o setor de vidro, cerâmica e materiais de construção vende aos EUA paga sobretaxa. Pelas estimativas, 40% das exportações de 2025 passaram a pagar 37,5% a mais e outros 55,9% pagam 12,5% a mais. Este guia mostra o que muda para você e o que fazer agora.
Tarifaço dos EUA: o que muda para plásticos e borracha
Desde julho de 2026, a maior parte dos plásticos e da borracha que o Brasil vende aos EUA paga duas sobretaxas somadas, de 25% e 12,5%, além da tarifa normal. Pneus, o carro-chefe do setor nesse mercado, estão entre os produtos mais expostos. Por isso vale conferir se algum deles está na Seção 232 de autopeças.
Tarifaço dos EUA: o que muda para açúcar e etanol
Desde julho de 2026, nenhum produto do setor de açúcar e etanol entra nos EUA livre das novas sobretaxas. O açúcar das linhas listadas paga 25%, e o etanol paga 37,5% (25% + 12,5%), além da tarifa normal.
Tarifaço dos EUA: o que muda para equipamentos médicos e instrumentos
Desde julho de 2026, a maior parte dos equipamentos médicos que o Brasil vende aos EUA paga a tarifa normal mais 37,5 pontos. Os produtos que escapam são quase todos instrumentos de uso aeronáutico civil, e só escapam quando têm esse uso comprovado.
Tarifaço dos EUA: o que muda para calçados
Desde julho de 2026, praticamente todo calçado brasileiro vendido aos EUA paga a tarifa normal mais 25% e mais 12,5%, ou seja, 37,5 pontos a mais. Não há exceção para o setor, e os pedidos de isenção feitos para calçados foram negados pelo governo americano.
Tarifaço dos EUA: o que muda para móveis
Desde julho de 2026, a maior parte dos móveis brasileiros vendidos aos EUA paga a tarifa normal mais 37,5 pontos (25% + 12,5%). Só parte dos estofados e dos armários de cozinha deve ficar na Seção 232, que tem regras próprias.
Tarifaço dos EUA: o que muda para fumo e tabaco
Desde julho de 2026, o fumo brasileiro que entra nos EUA paga duas sobretaxas da Seção 301 que se somam: 25% e 12,5%, além da tarifa normal. Pela nossa estimativa, nenhum produto do setor exportado aos EUA em 2025 está nas listas de exceção. Por isso o impacto é de risco, concentrado no Rio Grande do Sul.
Tarifaço dos EUA: o que muda para cosméticos, perfumaria e higiene
Desde julho de 2026, quase tudo o que o setor de cosméticos, perfumaria e higiene vende aos EUA paga sobretaxa: 12,5% em boa parte dos óleos essenciais e 37,5% na maioria dos cosméticos prontos. Este guia mostra a situação de cada produto, os riscos e o que fazer agora.
Tarifaço dos EUA: o que muda para têxteis e confecções
Desde julho de 2026, quase tudo o que o setor têxtil e de confecções vende aos EUA paga duas sobretaxas que se somam: 25% e 12,5%. Pela nossa estimativa, 74,4% do que o setor exportou aos EUA em 2025 está nessa situação, e só 0,1% ficaria livre de sobretaxa.
Tarifaço dos EUA: o que muda para massas, biscoitos e panificados
Desde julho de 2026, quase tudo o que o setor de massas, biscoitos e panificados vende aos EUA paga a tarifa normal mais 37,5 pontos. Só a tapioca e alguns artigos específicos ficam livres, por isso vale conferir o código de cada produto agora.
Tarifaço dos EUA: o que muda para óleos vegetais e azeite
Desde julho de 2026, os EUA cobram duas sobretaxas da Seção 301 sobre produtos do Brasil: 25% e 12,5%, que se somam. Pela nossa estimativa, todos os óleos e gorduras que o setor exportou aos EUA em 2025 caem na faixa mais alta, de tarifa normal + 37,5%.
Tarifaço dos EUA: o que muda para carne de frango e suína
Desde julho de 2026, a carne suína, a carne de frango e os embutidos do Brasil pagam nos EUA duas sobretaxas que se somam: 25% e 12,5%, além da tarifa normal. Ao contrário do que parte da imprensa noticiou, o frango não está na lista oficial de exceções.
Tarifaço dos EUA: o que muda para soja, milho e grãos
Desde julho de 2026, quase tudo o que o setor de grãos vende aos EUA paga 37,5 pontos de sobretaxa, somados à tarifa normal. O arroz do Rio Grande do Sul é o produto mais exposto. Só as sementes de milho e de soja têm alívio parcial e pagam 25 pontos.
Tarifaço dos EUA: o que muda para laticínios e queijos
Desde julho de 2026, os EUA cobram duas sobretaxas sobre produtos do Brasil: 25% e 12,5%, que se somam. Pela nossa estimativa, todos os laticínios e queijos que o Brasil vendeu aos EUA em 2025 pagam as duas, ou seja, a tarifa normal mais 37,5 pontos.
Tarifaço dos EUA: o que muda para brinquedos e artigos esportivos
Desde julho de 2026, quase tudo o que o setor de brinquedos e artigos esportivos vende aos EUA paga a tarifa normal mais 25% e mais 12,5%. Pela nossa estimativa, nenhum dos principais produtos do capítulo 95 está nas listas de exceção. Por isso, quem exporta precisa rever preço, contrato e classificação agora.
Tarifaço dos EUA: o que muda para cachaça e destilados
Desde 24/07/2026, cachaça, rum, vodca, gim e outros destilados brasileiros pagam nos EUA a tarifa normal mais 37,5 pontos (25% + 12,5%). As regras oficiais não mostram nenhuma exceção para o setor, então a conta cai em quem vende para lá. A negociação Brasil–EUA segue aberta, mas sem resultado até agora.
Tarifaço dos EUA: o que muda para vinhos
Desde 24/07/2026, praticamente todo vinho brasileiro que entra nos EUA paga a tarifa normal mais 37,5 pontos (25% + 12,5%), sem nenhuma exceção para o setor. O volume vendido aos EUA é pequeno, mas para a vinícola que já exporta para lá o aumento de custo é total.
Tarifaço dos EUA: o que muda para celulose e papel
A celulose química branqueada de não coníferas, que é o grosso das vendas do setor aos EUA, está livre das duas novas sobretaxas americanas. Já a maior parte dos papéis, a celulose para dissolução, os sacos e os cadernos pagam a tarifa normal mais 37,5 pontos desde julho de 2026.
Tarifaço dos EUA: o que muda para produtos químicos e fertilizantes
Desde julho de 2026, produtos químicos brasileiros podem pagar até 37,5 pontos de sobretaxa ao entrar nos EUA. Pela estimativa sobre as vendas de 2025, cerca de metade do setor está livre, mas uma parte relevante paga 12,5% ou 37,5%, e muitos químicos só ficam isentos quando têm uso farmacêutico.
Tarifaço dos EUA: o que muda para automóveis e autopeças
Pela nossa estimativa, 95,1% do que o setor exportou aos EUA em 2025 deve cair na Seção 232 e não pagar as novas sobretaxas da Seção 301. Os outros 4,9%, como as motocicletas, pagam a tarifa normal mais 37,5 pontos. Essa divisão ainda precisa ser confirmada produto a produto, pelo código HTS.
Tarifaço dos EUA: o que muda para mineração
Pela nossa estimativa, 86,5% do que a mineração brasileira vendeu aos EUA em 2025 paga hoje uma sobretaxa de 12,5%, 11,3% está livre e 2,2% paga 37,5%. O produto que mais pesa, a pelota de minério de ferro, escapou dos 25%, mas há uma dúvida no texto oficial sobre os 12,5% que você precisa acompanhar.
Tarifaço dos EUA: o que muda para joias, ouro e pedras preciosas
O ouro bruto e semimanufaturado entra nos EUA sem sobretaxa. Já as pedras lapidadas, as joias, a bijuteria, os resíduos de metais preciosos e a prata pagam a tarifa normal mais 37,5 pontos, e as pedras em bruto pagam mais 12,5 pontos.
Tarifaço dos EUA: o que muda para pescados e frutos do mar
Pela nossa estimativa, a maior parte do pescado que o Brasil vende aos EUA ficou fora da sobretaxa de 25%, mas paga a de 12,5% desde 24/07/2026. Uma parte menor, como o filé de tilápia congelado, paga as duas sobretaxas, ou seja, 37,5%.
Tarifaço dos EUA: o que muda para chocolate, cacau e doces
Desde julho de 2026, os EUA cobram duas sobretaxas sobre produtos brasileiros: 25% e 12,5%, que se somam. No seu setor, os derivados de cacau (manteiga, pó e pasta) estão isentos. Balas, caramelos e chocolates prontos pagam 37,5 pontos a mais.
Tarifaço dos EUA: o que muda para couro e artefatos de couro
Desde julho de 2026, quase todo o couro brasileiro vendido aos EUA paga uma sobretaxa de 12,5%, e os artefatos de couro, como cintos, bolsas e artigos de seleiro, pagam 37,5%. Veja quais produtos estão em cada situação, o que os primeiros meses mostram e o que fazer agora.
Tarifaço dos EUA: o que muda para medicamentos e farmacêutico
Desde julho de 2026, os EUA cobram duas sobretaxas da Seção 301 sobre produtos do Brasil: 25% e 12,5%, que se somam. No setor farmacêutico, medicamentos em dose estão isentos, mas curativos, suturas e cimentos dentários pagam 37,5% a mais.
Tarifaço dos EUA: o que muda para petróleo e combustíveis
Pela estimativa por posição de 6 dígitos, todo o petróleo e os combustíveis que o Brasil vendeu aos EUA em 2025 estão nas listas de exceção das duas sobretaxas da Seção 301, de 25% e de 12,5%. O risco está nos detalhes: o código HTS de 8 ou 10 dígitos, os limites de composição e produtos menores, como lubrificantes e misturas, que precisam ser conferidos um a um.
Tarifaço dos EUA: o que muda para aço, siderurgia e metais
Quase tudo o que o setor de aço e metais vende aos EUA deve estar na Seção 232. Por isso, não deve pagar as novas sobretaxas da Seção 301 (25% e 12,5%). O custo principal continua sendo a própria 232, e uma pequena parte de produtos fora dela pode pagar até 37,5% a mais.
Tarifaço dos EUA: o que muda para aeronaves e aeroespacial
Quase tudo o que o setor aeroespacial brasileiro vende aos EUA está fora das novas sobretaxas de 25% e 12,5%, mas só quando o uso final é aeronáutico civil. Se a documentação falhar ou o uso não for civil, o mesmo produto pode pagar a tarifa normal mais 37,5 pontos.
Tarifaço dos EUA: o que muda para café
Pela nossa estimativa, 100% do café que o Brasil vendeu aos EUA em 2025 está fora das duas sobretaxas da Seção 301 (25% e 12,5%). O risco agora está nos detalhes: o código HTS exato de cada produto, preparações com outros ingredientes e possíveis mudanças na negociação entre os dois países.
Tarifaço dos EUA: o que muda para frutas e sucos
Quase tudo o que o setor de frutas e sucos vende aos EUA, a começar pelo suco de laranja e pela manga, está fora das novas sobretaxas americanas. A exceção são produtos como uva fresca, suco de maçã e misturas de frutas, que pagam 37,5 pontos a mais, e alguns itens isentos só em versões específicas.
Tarifaço dos EUA: o que muda para carne bovina
A carne bovina brasileira ficou de fora das duas sobretaxas americanas (25% e 12,5%) que vigoram desde julho de 2026. Pela estimativa por posição, 100% do que o setor vendeu aos EUA em 2025 está isento, mas é preciso confirmar o código HTS de cada produto e acompanhar a pressão contra essa isenção.
Tarifaço dos EUA: o que muda para cervejas
Desde julho de 2026, a cerveja de malte do Brasil paga nos EUA a tarifa normal mais duas sobretaxas que se somam: 25% e 12,5%. O setor exporta pouco para lá, cerca de US$ 0,4 milhão em 2025, mas quem vende aos EUA enfrenta a sobretaxa máxima em praticamente tudo.
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O calendário do acordo
- 20 de fevereiro de 2026A Suprema Corte dos EUA derruba as tarifas IEEPA; acaba a sobretaxa de 40% de 2025.
- 24 de fevereiro a 24 de julho de 2026Vale a Seção 122: 10% sobre quase todas as importações, Brasil incluído.
- 22 de julho de 2026Começa a sobretaxa de 25% da Seção 301 contra o Brasil.
- 24 de julho de 2026Começa a sobretaxa de 12,5% (ação sobre trabalho forçado, 60 economias); termina a Seção 122.
- 13 de agosto de 2026O Brasil abre o processo da Lei da Reciprocidade Econômica na Camex.
- 30 de setembro de 2026Brasil e EUA criam um grupo de trabalho para negociar.
Como funcionam as sobretaxas
Hoje um produto brasileiro pode pagar nos EUA, além da tarifa normal (MFN), 25% da Seção 301 contra o Brasil (desde 22/07/2026) e 12,5% da ação sobre trabalho forçado (desde 24/07/2026). As duas se somam: sem nenhuma exceção, são 37,5 pontos a mais.
Cada sobretaxa tem a sua lista de exceções: são quase iguais, mas não idênticas. Café, carne bovina, suco de laranja, frutas tropicais, petróleo, minérios e aeronaves civis estão nas duas. Açúcar está isento só dos 12,5%; tilápia, couros e parte da celulose estão isentos só dos 25%. Frango, calçados, móveis fora da Seção 232, máquinas e vestuário pagam as duas.
Produtos sujeitos à Seção 232 (aço, alumínio, cobre, veículos e autopeças, alguns produtos de madeira e móveis, semicondutores, fármacos patenteados) não pagam as sobretaxas 301: pagam só a tarifa da 232.
O que pode mudar
Os EUA podem aumentar ou reduzir a medida pela Seção 307. O Brasil abriu o processo da Lei da Reciprocidade em 13 de agosto, e em 30 de setembro os dois países criaram um grupo de trabalho. Não existe, por enquanto, um pedido formal de exclusão por produto.
Perguntas frequentes
O que é o tarifaço dos EUA em 2026?
São duas sobretaxas da Seção 301 que se somam sobre produtos brasileiros: 25% contra o Brasil, desde 22/07/2026, e 12,5% da ação sobre trabalho forçado (60 economias), desde 24/07/2026. Sem nenhuma exceção, um produto paga a tarifa normal mais 37,5 pontos.
O tarifaço de 50% ainda vale?
Não. A sobretaxa de 40% de 2025 (IEEPA), que somava 50% com a recíproca, foi derrubada pela Suprema Corte dos EUA em 20/02/2026. As sobretaxas de hoje são outras, da Seção 301.
Quais produtos estão isentos do tarifaço?
Cada sobretaxa tem a sua lista de exceções. Estão isentos das duas, entre outros, café, carne bovina, suco de laranja, frutas tropicais, petróleo, minérios e aeronaves civis. Frango, calçados, máquinas, vestuário e móveis fora da Seção 232 pagam as duas. Veja a lista completa por código.
O que é a Seção 301?
É o mecanismo da lei de comércio dos EUA (Trade Act de 1974) que permite ao governo americano impor sobretaxas contra práticas de outro país consideradas prejudiciais. Contra o Brasil, a investigação foi aberta em 15/07/2025 e a sobretaxa de 25% vale desde 22/07/2026.
Aço, autos e alguns móveis pagam o tarifaço?
Produtos sujeitos à Seção 232 (aço, alumínio, cobre, veículos e autopeças, alguns móveis e produtos de madeira, semicondutores, fármacos patenteados) não pagam as sobretaxas da Seção 301: pagam só a tarifa da 232.
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Fontes
- USTR — Notice of Action, Seção 301 Brasil, 91 FR 45516 (20/07/2026)
- USTR — Notice of Action, trabalho forçado, 91 FR 47318 (28/07/2026)
- CBP — CSMS #69302472 e #69326983
- Suprema Corte dos EUA — Learning Resources v. Trump (20/02/2026)
- MDIC — participação das exportações atingidas (julho/2026)
- ComexStat/MDIC — exportações para os EUA
- Receita Federal — cadastro CNPJ
