A compra de R$ 6,3 milhões atende os 27 estados. O ministério anunciou também sistemas para neutralizar drones em sete estados até dezembro.
O que aconteceu
A Senasp, secretaria de segurança pública do Ministério da Justiça, entregou em 23 de outubro, no Gama (DF), 184 drones comprados por R$ 6,3 milhões para as forças de segurança pública (MJSP). Segundo o ministério, são 128 aparelhos de um modelo com câmera térmica e visão noturna, que custaram cerca de R$ 5,78 milhões, e 56 drones compactos de pilotagem em primeira pessoa, por cerca de R$ 541,5 mil.
O comunicado diz que a compra abrange as 27 unidades da Federação e que os equipamentos vão apoiar inteligência, policiamento preventivo e operações integradas contra o crime organizado, além de ações em desastres. O ministério anunciou ainda sistemas antidrone: primeiro sete estados, até o fim de 2026, e os demais a partir de 2027; somadas, as duas compras passam de R$ 37 milhões, segundo a pasta (MJSP). A notícia foi republicada no setor pela Revista Segurança Eletrônica.
Contexto
Drones não fazem parte da cesta de produtos que o observatório acompanha no comércio exterior, por isso não há aqui uma série de importação desses aparelhos. A cesta acompanhada, com câmeras de televisão (inclui CFTV), câmeras de visão noturna, alarmes, eletrificadores, cofres e raios X, somou US$ 119,8 milhões em importações de janeiro a setembro de 2026, 7,5% acima do mesmo período de 2025; as câmeras respondem por 78% do valor (Comex Stat, cálculo NanoIris).
O comprador, neste caso, é o governo federal, e os aparelhos vão para polícias, não para a segurança privada. O interesse para o mercado está na tecnologia e na cadeia de fornecimento, não no contrato em si.
Por que importa para o setor
Compras públicas centralizadas de tecnologia de vigilância aérea indicam para onde caminha a demanda: imagem térmica, voo noturno e integração com centrais de comando. Para fabricantes, distribuidores e integradores, isso costuma se repetir em compras estaduais e municipais nos anos seguintes, inclusive com sistemas antidrone para presídios e áreas sensíveis.
Na segurança privada, drones já aparecem em ofertas de ronda em grandes áreas, como indústrias, condomínios horizontais e fazendas. O uso por empresas depende de regras de aviação civil e, quando ligado a serviço de segurança, do enquadramento no Estatuto; o observatório ainda não mede essa demanda.
O que acompanhar
- Os editais dos sistemas antidrone anunciados para sete estados até dezembro de 2026, quando aparecerem no PNCP.
- Compras estaduais e municipais de drones e antidrones nas próximas edições do observatório.
- A eventual inclusão de drones na cesta de comércio exterior acompanhada pelo observatório.
Fontes
- MJSP investe R$ 6,3 milhões em 184 drones para combater o crime organizado — Ministério da Justiça e Segurança Pública, 23/10/2026 · comunicado oficial (fonte primária)
- MJSP investe R$ 6,3 milhões em 184 drones para combater o crime organizado — Revista Segurança Eletrônica, 26/10/2026 · republicação no setor (via)
- Importação da cesta de NCM de segurança, jan–set/2026 — NanoIris, a partir do Comex Stat (MDIC), 03/11/2026 · importação de câmeras e equipamentos (Calculado)
Texto escrito pela NanoIris a partir das fontes acima, lidas em 03/11/2026.
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