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Contêineres e guindastes no porto de Santos numa manhã nubladaImagem ilustrativa gerada por IA
ProdutosDados do observatório3 de novembro de 2026· Dados: Comex Stat, janeiro a setembro de 2026

Importação de equipamentos de segurança chega a US$ 119,8 milhões até setembro; alarmes sobem 75%

A cesta acompanhada pelo observatório cresceu 7,5% sobre 2025. Câmeras ficaram estáveis em valor; alarmes contra roubo dispararam, com menos unidades.

O que aconteceu

Calculado

De janeiro a setembro de 2026, o Brasil importou US$ 119,8 milhões nos seis grupos de produtos de segurança que o observatório acompanha no Comex Stat, o sistema de estatísticas de comércio exterior do governo federal. É 7,5% a mais que nos mesmos meses de 2025, quando a soma foi de US$ 111,5 milhões (produtos; cálculo NanoIris sobre os dados do Comex Stat). Setembro é o último mês com dados completos na base.

O destaque é o grupo de alarmes elétricos contra roubo: US$ 19,1 milhões no acumulado do ano, contra US$ 10,9 milhões em 2025, alta de 75%. A quantidade importada foi na direção contrária, de 4,7 milhões para 3,0 milhões de unidades (produtos).

Contexto

Calculado

A cesta é uma seleção de códigos NCM, não o mercado inteiro: câmeras de televisão (que incluem CFTV, mas também usos que não são de segurança), câmeras de visão noturna, alarmes contra roubo, eletrificadores de cerca, cofres e portas blindadas, e aparelhos de raios X para bagagem. As câmeras respondem por 78% do valor, com US$ 93,7 milhões, praticamente iguais aos US$ 92,6 milhões de 2025 (produtos).

Nos demais grupos, o movimento foi de queda: cofres e portas blindadas recuaram 8%, câmeras de visão noturna 24% e eletrificadores de cerca 43%, em valor (produtos). Os raios X para bagagem têm valores tão pequenos que a variação percentual não diz muito.

Por origem, a China lidera a cesta em 2026, com US$ 36,2 milhões, seguida de Estados Unidos, com US$ 16,6 milhões, e Vietnã, com US$ 9,6 milhões (países).

Por que importa para o setor

Análise NanoIris

Valor em alta com unidades em queda, como nos alarmes, quer dizer que o valor médio por unidade subiu muito. Pode ser troca de produtos simples por centrais e sensores mais caros, mudança de fornecedores ou o peso de poucas compras grandes. O Comex Stat não separa modelos, então o observatório não sabe dizer qual explicação vale; o número médio é um efeito de mix, não um preço.

Para distribuidores e fabricantes nacionais, o dado ajuda a dimensionar a concorrência importada em cada linha e a ver onde ela cresce. Para integradores, a estabilidade em câmeras e a alta em alarmes indicam onde o estoque importado está mudando.

O que acompanhar

Fontes

  1. Importações por NCM, janeiro a setembro de 2025 e 2026 (arquivos brutos) — Comex Stat (MDIC), 03/11/2026 · valores e quantidades (fonte primária)
  2. Produtos e fornecedores: cesta de NCM de segurança — NanoIris, a partir do Comex Stat, 03/11/2026 · somas e variações (Calculado)

Texto escrito pela NanoIris a partir das fontes acima, lidas em 03/11/2026.

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