Observatório do Mercado de Segurança › Notícias
Caixas de câmeras de segurança nas prateleiras de um distribuidor, com câmeras dome sobre a bancadaImagem ilustrativa gerada por IA
ProdutosDados do observatório2 de novembro de 2026· Dados: Comex Stat, janeiro a setembro de 2026

Câmeras importadas: 7,6 milhões de unidades até setembro, 7% menos que em 2025

O valor gasto ficou praticamente igual, o que elevou o valor médio por câmera de US$ 11 para US$ 12. O número mistura modelos muito diferentes e não é preço.

O que aconteceu

Calculado

O Brasil importou 7.646.365 câmeras de televisão de janeiro a setembro de 2026, categoria aduaneira que inclui as câmeras de CFTV usadas em segurança. No mesmo período de 2025 foram 8.229.428 unidades: uma queda de 7,1% (Comex Stat; cálculo NanoIris em produtos).

Em valor, o movimento foi outro. As importações somaram US$ 93,7 milhões em 2026, contra US$ 92,6 milhões em 2025, alta de 1,2%. Com menos unidades e quase o mesmo gasto, o valor médio por câmera subiu de cerca de US$ 11 para cerca de US$ 12, mais 8,9% (produtos).

Contexto

Calculado

Os códigos NCM acompanhados (8525.89.11 a 8525.89.19) misturam câmeras de segurança com outras, como as usadas em veículos, em produção de vídeo e em equipamentos diversos. Por isso o observatório chama o número de valor médio, e não de preço (metodologia de produtos): uma mudança na proporção entre modelos baratos e caros altera a média mesmo sem nenhum preço mudar.

A série de unidades mostra como o volume cresceu nos últimos anos: foram 3,6 milhões em 2022, 6,6 milhões em 2023, 9,9 milhões em 2024 e 10,4 milhões em 2025, em anos completos (série anual). Os 7,6 milhões de 2026 cobrem só nove meses; se o ritmo se mantiver, o ano fecha perto do total de 2025, o que é uma projeção simples, não um dado.

As câmeras respondem por 78% do valor da cesta de produtos de segurança acompanhada pelo observatório, que somou US$ 119,8 milhões no acumulado do ano (produtos).

Por que importa para o setor

Análise NanoIris

Um mercado com menos unidades importadas e valor médio maior pode indicar troca por modelos com mais recursos, como inteligência artificial embarcada, leitura de placas e maior resolução, ou o fim de um ciclo de equipamentos muito baratos. Também pode refletir câmbio, frete e estoques formados no ano anterior. O dado do Comex Stat não permite escolher entre essas explicações.

Para distribuidores, a combinação de volume menor com ticket médio maior muda a gestão de estoque e de crédito. Para integradores que disputam contratos públicos de videomonitoramento, ajuda a entender a pressão sobre o custo do equipamento nas propostas.

O que acompanhar

Fontes

  1. Importações das NCM 8525.89.11 a 8525.89.19 (câmeras de televisão), jan–set de 2022 a 2026 — Comex Stat (MDIC), 03/11/2026 · valores e quantidades (fonte primária)
  2. Produtos: câmeras, unidades e valor médio — NanoIris, a partir do Comex Stat, 03/11/2026 · valor médio e variações (Calculado)

Texto escrito pela NanoIris a partir das fontes acima, lidas em 03/11/2026.

Receba as novidades do Observatório Mercado de Segurança

Deixe o seu e-mail: avisaremos quando as novidades começarem. Só o e-mail, nada mais.

Notícias relacionadas

Contêineres e guindastes no porto de Santos numa manhã nublada
ProdutosDados do observatório03/11/2026

Importação de equipamentos de segurança chega a US$ 119,8 milhões até setembro; alarmes sobem 75%

Comex Stat: cesta de NCM de segurança soma US$ 119,8 mi em jan–set/2026; alarmes vão de US$ 10,9 mi a US$ 19,1 mi.

Drones quadricópteros profissionais enfileirados numa mesa dentro de um hangar, com o cerrado ao fundo
ProdutosSetor23/10/2026

Ministério da Justiça entrega 184 drones às polícias e prevê sistemas antidrone

Senasp entrega 184 drones a forças de segurança dos 27 estados; antidrones devem chegar a sete estados até dezembro de 2026.

Entrada de hospital público com guarita de vigilância e um vigilante de costas, de dia
VigilânciaDados do observatório02/11/2026

Vigilância: 16 editais com propostas abertas no Paraná e em São Paulo

Hortolândia e o Ministério da Saúde em Curitiba lideram os editais de vigilância abertos no PR e em SP; somam R$ 17,7 mi.

← Todas as notícias