O valor publicado no mês somou R$ 46,5 milhões. Em 12 meses, um contrato em cada cinco foi de serviço ou locação, e não de compra de equipamento.
O que aconteceu
A busca nacional da NanoIris no Portal Nacional de Contratações Públicas encontrou 427 contratos de segurança eletrônica publicados em outubro de 2026, com R$ 46,5 milhões em valor publicado (quem compra o quê). Em outubro de 2025 tinham sido 376 contratos e R$ 32,5 milhões. É o maior número mensal desde agosto de 2025, quando foram 446; o mês anterior, setembro de 2026, teve 292.
Os editais também seguem em alta: foram 454 publicados em outubro, perto do pico de 460 em setembro, contra 297 um ano antes (série mensal).
Contexto
O que conta como segurança eletrônica é decisão nossa e está documentada: lemos o objeto de cada contrato e só entram registros com prova positiva de videomonitoramento, alarme, controle de acesso, cerca elétrica, portaria remota ou central de monitoramento. Ficam fora, por exemplo, contratos de TI, telecomunicações ou incêndio que só citam câmeras de passagem (metodologia).
O número de contratos por mês oscila muito, porque órgãos publicam em lotes. Por isso o observatório olha também a janela de 12 meses: de novembro de 2025 a outubro de 2026 foram 3.743 contratos e R$ 1.032,2 milhões, contra 3.518 e R$ 577,7 milhões nos 12 meses anteriores. Um único contrato do Estado de Goiás, de R$ 304,8 milhões e cinco anos de vigência, pesa cerca de 30% da soma recente; sem o maior contrato de cada período, a comparação fica em R$ 727,3 milhões contra R$ 516,0 milhões (concentração).
Por que importa para o setor
A forma de contratar mostra um deslocamento gradual. Nos 12 meses, 702 contratos foram classificados como serviço gerenciado ou locação, 19% do total, contra 615 (17%) no período anterior; a mediana do valor desses contratos, R$ 36 mil, é mais que o dobro da de quem compra equipamento com instalação (tipo de entrega). Para o setor, isso favorece empresas com capacidade de operar e manter sistemas por anos, com receita recorrente, sobre quem só revende hardware.
A maior parte das compras é municipal: 2.442 dos contratos em 12 meses vieram de prefeituras e órgãos municipais (por esfera), o que espalha a demanda por muitos compradores, a maioria com contratos de valor baixo.
O que acompanhar
- Se novembro mantém o ritmo de outubro ou se o pico foi efeito de publicação em lote.
- A participação da locação nos editais abertos, que antecipa os contratos dos próximos meses.
- Os maiores editais com propostas abertas, como o do Ministério das Relações Exteriores, na lista de editais.
Fontes
- Contratos e empenhos publicados no Portal Nacional de Contratações Públicas (busca nacional) — PNCP, 03/11/2026 · registros de contratos (fonte primária)
- Segurança eletrônica: quem compra o quê — NanoIris, a partir do PNCP, 03/11/2026 · classificação, contagens e somas (Calculado)
Texto escrito pela NanoIris a partir das fontes acima, lidas em 03/11/2026.
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