Os maiores são de Hortolândia (SP), com R$ 6,0 milhões, e do Ministério da Saúde em Curitiba, com R$ 3,9 milhões. A maioria fecha até meados de novembro.
O que aconteceu
Na coleta de 1º e 2 de novembro, o observatório encontrou 16 editais de vigilância patrimonial com propostas abertas no PNCP nos dois estados com painel completo: 7 no Paraná e 9 em São Paulo, somando R$ 17,7 milhões estimados (licitações). Dois deles, do mesmo órgão paranaense e com o mesmo prazo, estão marcados como possível duplicata, lote ou retificação, a conferir, e ficam fora dessa soma; com eles, seriam R$ 21,2 milhões.
O maior é o da Prefeitura de Hortolândia, na região de Campinas, para serviços de vigilância e segurança patrimonial, com R$ 6.027.891,72 estimados e propostas até 11 de novembro (PNCP). No Paraná, o maior é do Ministério da Saúde, para vigilância patrimonial sem arma, com equipe exclusiva para o contrato, no Distrito Sanitário Especial Indígena Litoral Sul, em Curitiba: R$ 3.915.709,68, com prazo até 13 de novembro (PNCP).
Contexto
Entre os demais editais abertos estão os de uma fundação de saúde em Ribeirão Preto, da Procuradoria Geral do Estado de São Paulo, do DER em Ribeirão Preto, da Secretaria de Saúde em Lins, da Conab em Curitiba, com vigilância armada, e de um consórcio de saúde em Cascavel que junta vigilância armada com monitoramento de alarmes e câmeras (lista completa).
Para dar uma referência de preço, o observatório calcula a mediana dos valores por posto nos contratos publicados. No Paraná, o posto de 12 horas diurno armado teve mediana de R$ 12.898 por mês, entre R$ 4.776 e R$ 15.427, com 9 preços de 5 contratos em 12 meses (preços). A amostra é pequena e mistura órgãos e condições diferentes; serve de ordem de grandeza.
O piso salarial do vigilante, base do custo do posto, é de R$ 2.536 no Paraná pela convenção coletiva 2026/2028 e de R$ 2.271,74 em São Paulo pela convenção de 2026 (custos).
Por que importa para o setor
Editais de vigilância de valor médio, como os desta lista (licitações), são o mercado típico das empresas regionais. A maioria fecha em uma ou duas semanas, o que exige proposta pronta e planilha de custos atualizada. A redução da jornada prevista na Emenda Constitucional 141 entra nessa conta: contratos assinados agora vão atravessar a transição para 42 e depois 40 horas semanais.
O que acompanhar
- As sessões de Hortolândia, em 11 de novembro, e do Ministério da Saúde em Curitiba, em 13 de novembro, no PNCP.
- Os contratos resultantes e o preço por posto, que alimentam a mediana do observatório.
- Novos editais nos dois estados, atualizados toda semana em licitações.
Fontes
- Editais de vigilância patrimonial com propostas abertas no Paraná e em São Paulo — PNCP, 02/11/2026 · editais, valores e prazos (fonte primária)
- Licitações e preço do posto, Paraná e São Paulo — NanoIris, a partir do PNCP, SINDESP-PR e CADTERC, 02/11/2026 · contagens, somas e preços (Calculado)
Texto escrito pela NanoIris a partir das fontes acima, lidas em 03/11/2026.
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