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Laboratório de geoquímica forense com espectrômetro de massa e frascos com grãos de ouro numa bancada de açoImagem ilustrativa gerada por IA
Ouro e metaisSetor3 de novembro de 2026 · DF

PF abre laboratório para identificar de onde vem o ouro apreendido

O novo laboratório de geoquímica forense da PF, em Brasília, vai comparar amostras com uma base de referências das jazidas brasileiras. Para a PF, a técnica pode ajudar também o mercado legal a provar a origem do metal.

O que aconteceu

Lido na fonte oficial

A Polícia Federal inaugurou em 3 de novembro, no Instituto Nacional de Criminalística, em Brasília, um laboratório de geoquímica forense voltado à rastreabilidade de minérios (PF). A ideia é usar análises geoquímicas e isotópicas para descrever as características das jazidas brasileiras, montar uma base científica de referência e, com ela, comparar amostras de ouro apreendido para indicar sua provável procedência.

O laboratório faz parte do Programa Ouro Alvo, da PF, financiado pelo Fundo Amazônia dentro do Plano Amazônia: Segurança e Soberania (AMAS), sob coordenação do ministério da Justiça. Os recursos cobrem equipamentos para análise de minerais e de mercúrio e estruturas para preparar, caracterizar e guardar amostras. Segundo o comunicado, o Fundo Amazônia destinou R$ 318,5 milhões ao plano, dos quais R$ 49,7 milhões foram para o parque tecnológico e o laboratório de rastreamento do ouro, valor informado pelo BNDES na cerimônia (PF).

Contexto

NotíciaCalculado

O comunicado da PF afirma que a análise do metal permitirá confrontar a origem real com a declarada nos documentos que acompanham o ouro, ajudando a identificar fraudes, e que o mercado legal também pode ganhar com isso, porque passa a ter como provar a procedência do minério e valorizar cadeias certificadas.

No dia seguinte, uma reportagem do O Globo ouviu procuradores, peritos e representantes do setor que veem falhas no controle: segundo eles, a cadeia do ouro ainda se apoia em documentos autodeclaratórios, e a nota fiscal eletrônica registra a declaração do vendedor sem verificar a origem no início da cadeia.

O mercado legal é grande: o Brasil exportou US$ 7,64 bilhões em ouro de janeiro a outubro de 2026, segundo o Comex Stat; 97,4% desse valor foi despachado em Guarulhos (ouro exportado).

Por que importa para o setor

Análise NanoIris

Hoje, a prova da origem do ouro que circula no país é basicamente documental. Uma referência geoquímica das jazidas cria a possibilidade de uma prova física, ao menos para o ouro apreendido. Para compradores, refinadoras, exportadores e quem transporta e guarda o metal, isso pode mudar o padrão de diligência exigido: se a origem pode ser testada, um documento sozinho vale menos.

O laboratório é, por ora, uma ferramenta de investigação criminal, não um serviço de certificação para o mercado. O comunicado não diz se a base de referências será aberta a certificadoras ou ao mercado; a distância entre uma coisa e outra depende dessa decisão.

O que acompanhar

Fontes

  1. PF inaugura laboratório para rastrear origem do ouro e combater garimpo ilegal — Polícia Federal, 03/11/2026 · comunicado oficial (Lido)
  2. Ouro e cassiterita extraídos ilegalmente abastecem mercado formal por falhas no sistema de controle, dizem especialistas — O Globo, 04/11/2026 · avaliação de especialistas sobre rastreabilidade (Notícia)
  3. Comércio exterior de ouro — NanoIris, a partir do Comex Stat, 06/11/2026 · contexto do mercado legal (Calculado)

Texto escrito pela NanoIris a partir das fontes acima, lidas em 06/11/2026.

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