A proposta, em fase de articulação e com atividades previstas para 2027, quer formar especialistas e montar uma coleção de referência. O tema ganhou peso com as regras da CITES para ipê, cumaru e cedro.
O que aconteceu
O Cipem, que representa o setor de base florestal de Mato Grosso, está articulando com o Ibama e com três universidades — a Federal Rural da Amazônia (UFRA), a do Estado de Mato Grosso (Unemat) e a Federal de Mato Grosso (UFMT) — uma iniciativa voltada a identificar com precisão as espécies de madeira, do inventário florestal até a venda. A informação foi divulgada em 28 de outubro em comunicado do setor reproduzido pela imprensa local (MT Esporte).
A proposta prevê formar especialistas em identificação anatômica, montar um acervo de amostras de referência e definir critérios para validar as identificações, inclusive quando for preciso emitir laudos técnicos. Também participam a secretaria estadual de desenvolvimento econômico, o Instituto Federal de Mato Grosso, a associação estadual de engenheiros florestais e sindicatos patronais do setor.
Contexto
Segundo o comunicado, a dificuldade nasce no inventário: árvores de espécies diferentes, parecidas entre si, podem ser anotadas com o mesmo nome popular, e o erro pode se transformar em problema mais adiante, no licenciamento e na venda. Segundo o comunicado, o tema ficou mais sensível com as exigências para explorar e exportar espécies dos grupos do ipê, do cumaru e do cedro, incluídas na CITES, a convenção que regula o comércio internacional de espécies ameaçadas (MT Esporte).
O projeto ainda está na fase de articulação entre as instituições. As próximas etapas são dividir responsabilidades, planejar os treinamentos, organizar o acervo e escolher os profissionais; as atividades estão previstas para 2027.
Mato Grosso exportou US$ 47,9 milhões em madeira trabalhada de janeiro a setembro de 2026, 6% acima do mesmo período de 2025, segundo o cálculo do observatório pelo domicílio fiscal das empresas (Mato Grosso; Comex Stat).
Por que importa para o setor
Para a madeira tropical, o nome científico correto não é detalhe. A declaração da Lei Lacey nos EUA pede gênero e espécie de cada madeira, a União Europeia exige rastreabilidade pelo regulamento antidesmatamento (regras) e, segundo o comunicado, as espécies listadas na CITES têm exigências próprias para exploração e exportação. Um laudo de identificação com base em coleção de referência reduz o risco de um embarque ficar retido por divergência entre o documento e a madeira.
O fato de o órgão fiscalizador participar da construção do método, e não só da fiscalização, é o ponto que o setor destaca no comunicado; o alcance prático só poderá ser avaliado quando os treinamentos começarem.
O que acompanhar
- A definição dos parceiros e do cronograma de 2027.
- Mudanças nas exigências para as espécies da CITES e nos documentos de origem, na página Regras e normas.
- As exportações de Mato Grosso e do Pará, nas páginas de estados.
Fontes
- Setor de base florestal articula projeto para identificar espécies da Amazônia e dar segurança às exportações com apoio do Ibama — MT Esporte (reprodução de comunicado do setor), 28/10/2026 · projeto, parceiros e etapas (Notícia)
- Estados e municípios: Mato Grosso — NanoIris, a partir do Comex Stat, 06/11/2026 · exportação de Mato Grosso (Calculado)
Texto escrito pela NanoIris a partir das fontes acima, lidas em 06/11/2026.
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