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Vista aérea de um navio porta-contêineres saindo do porto ao pôr do sol no litoral sul do BrasilImagem ilustrativa gerada por IA
ExportaçãoDados do observatório6 de novembro de 2026· Dados: Comex Stat, janeiro a setembro de 2025 e 2026

México, Espanha, Itália e França compram mais madeira brasileira em 2026; China e Emirados recuam

Fora dos Estados Unidos, o México é o destino que mais cresceu em dólares no acumulado do ano. Os ganhos somados dos que cresceram cobrem só parte da perda americana.

O que aconteceu

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De janeiro a setembro de 2026, o México comprou US$ 199,9 milhões em madeira trabalhada brasileira, contra US$ 166,9 milhões no mesmo período de 2025: são US$ 33,0 milhões a mais, o maior ganho entre todos os destinos (destinos; cálculo sobre o Comex Stat). O México segue como segundo maior comprador, atrás dos Estados Unidos, com 9,7% do total exportado pelo setor no ano.

Na Europa, a Espanha passou de US$ 32,7 milhões para US$ 50,0 milhões, a Itália de US$ 41,9 milhões para US$ 59,1 milhões e a França de US$ 41,1 milhões para US$ 56,2 milhões. O Uruguai dobrou, de US$ 13,5 milhões para US$ 28,5 milhões (destinos).

Contexto

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Na outra ponta, a China comprou US$ 36,9 milhões no acumulado, contra US$ 65,5 milhões em 2025, e os Emirados Árabes Unidos caíram de US$ 29,3 milhões para US$ 13,4 milhões. Bélgica, Arábia Saudita e Chile também compraram menos (destinos).

O pano de fundo é a queda americana: os EUA levaram US$ 720,6 milhões no acumulado de 2026, US$ 344,3 milhões a menos que no ano anterior (destinos). Os seis destinos que mais cresceram (México, Espanha, Itália, França, Uruguai e Suécia) somam, juntos, cerca de US$ 106 milhões a mais. O total do setor caiu US$ 232,4 milhões no período (produtos).

Os valores são em dólares correntes e incluem todas as nove posições acompanhadas, de serrados a portas. A composição muda de país para país: o detalhe por produto está na página de destinos de cada posição.

Por que importa para o setor

Análise NanoIris

A diversificação de mercados aparece nos números, mas em escala menor do que a perda nos Estados Unidos. O ganho no México e na Europa mostra que há demanda fora dos EUA para alguns produtos; a queda na China e no Oriente Médio lembra que esses mercados também oscilam e têm exigências próprias.

Para a Europa, pesa ainda o regulamento europeu sobre produtos livres de desmatamento (EUDR), que inclui a madeira e passa a valer para operadores grandes e médios a partir de 30 de dezembro de 2026, segundo a Comissão Europeia (regras). Quem pretende ampliar vendas ao bloco precisa ter a documentação de origem e de geolocalização pronta antes dessa data.

O que acompanhar

Fontes

  1. Exportações das posições SH4 4407 a 4421 por país de destino (API pública) — Comex Stat (MDIC/Secex), 02/11/2026 · valores por destino (fonte primária)
  2. Destinos: ganhos e perdas no acumulado — NanoIris, a partir do Comex Stat, 06/11/2026 · diferenças e parcelas (Calculado)

Texto escrito pela NanoIris a partir das fontes acima, lidas em 06/11/2026.

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