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Empilhadeira levando um fardo de tábuas de pinus embaladas para exportação num pátio de madeira no sul do BrasilImagem ilustrativa gerada por IA
ExportaçãoDados do observatório6 de novembro de 2026· Dados: Comex Stat, setembro e janeiro a setembro de 2026

Madeira trabalhada: US$ 215,8 milhões exportados em setembro, mas o ano segue 10% abaixo de 2025

Setembro superou o mesmo mês de 2025, que já tinha sido fraco. No acumulado de nove meses, as nove posições acompanhadas pelo observatório somam US$ 2,06 bilhões.

O que aconteceu

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As exportações brasileiras de madeira trabalhada somaram US$ 215,8 milhões em setembro de 2026, segundo o Comex Stat, o sistema de estatísticas de comércio exterior do governo federal. O valor é 7,7% maior que o de setembro de 2025 (US$ 200,4 milhões) e 3,6% menor que o de agosto de 2026 (US$ 223,8 milhões), conforme o cálculo do observatório sobre as nove posições acompanhadas (o mês do setor; Comex Stat).

No acumulado de janeiro a setembro, o total chega a US$ 2.061,1 milhões, contra US$ 2.293,5 milhões nos mesmos meses de 2025: queda de 10,1% (produtos). Setembro é o último mês publicado. Na consulta feita pelo observatório em 6 de novembro, a base ainda não trazia outubro.

Contexto

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A cesta do observatório reúne nove posições do capítulo 44: madeira serrada, lâminas, molduras e perfis, painéis de partículas e de fibras (MDP, OSB, MDF), compensados, embalagens, marcenaria para construção (portas, batentes) e outras obras de madeira. Ficam de fora toras, cavacos, celulose e móveis (regra de escopo).

A comparação de setembro com setembro favorece 2026 por causa da base: em agosto e setembro de 2025 a série mensal caiu para cerca de US$ 200 milhões, depois de cinco meses seguidos acima de US$ 260 milhões, de março a julho daquele ano (série mensal). Os meses de abril a julho de 2026 ficaram entre US$ 253,9 milhões e US$ 270,1 milhões; agosto e setembro voltaram a ficar abaixo de US$ 225 milhões (série mensal).

Pelo domicílio fiscal das empresas exportadoras, Santa Catarina soma US$ 846,2 milhões no acumulado do ano (−9,7%) e o Paraná, US$ 728,9 milhões (−15,2%) (estados). Os dois estados respondem pela maior parte do total.

Por que importa para o setor

Análise NanoIris

O número de setembro, isolado, parece recuperação; o acumulado diz outra coisa. Para quem planeja produção e caixa, a leitura mais útil é a do nível mensal: depois do intervalo de abril a julho, o setor voltou a exportar perto do patamar do fim de 2025. A virada coincide com a entrada em vigor da sobretaxa americana da Seção 301 em julho (tarifas), mas a série sozinha não permite separar esse efeito de outros, como câmbio, estoques dos importadores e sazonalidade.

O peso das duas maiores economias exportadoras do setor também ajuda a entender a sensibilidade regional: uma variação de alguns pontos no total nacional se traduz quase inteira em Santa Catarina e no Paraná.

O que acompanhar

Fontes

  1. Exportações por NCM, país e mês, posições SH4 4407 a 4421 (API pública) — Comex Stat (MDIC/Secex), 02/11/2026 · valores mensais (fonte primária)
  2. O mês do setor e série mensal da exportação de madeira trabalhada — NanoIris, a partir do Comex Stat, 06/11/2026 · somas e variações (Calculado)

Texto escrito pela NanoIris a partir das fontes acima, lidas em 06/11/2026.

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