Em outubro de 2026 o país tinha 738.504 vigilantes ativos e 4.216 empresas de segurança. São Paulo perdeu 5.292 vigilantes no período; o Paraná, 484.
O que aconteceu
O arquivo de dados abertos da Polícia Federal sobre segurança privada, publicado em 1º de novembro com a posição de outubro de 2026, registra 738.504 vigilantes ativos no país e 4.216 empresas ativas, somando os 27 estados (PF, GESP). Em setembro eram 741.770 vigilantes e 4.220 empresas.
Na comparação com outubro de 2025, quando havia 757.211 vigilantes e 4.052 empresas, o número de vigilantes caiu 18.707, ou 2,5%, e o de empresas subiu 164, ou 4,0% (cálculo NanoIris).
Contexto
Os dois estados com painel completo no observatório seguem a mesma direção. Em São Paulo, os vigilantes ativos passaram de 190.590 para 185.298 em 12 meses, menos 5.292, enquanto as empresas foram de 980 para 1.018. No Paraná, os vigilantes foram de 36.486 para 36.002, menos 484, e as empresas de 284 para 291 (painel de SP e do PR, sobre a base da PF).
Duas ressalvas de leitura. A soma de empresas conta cada empresa uma vez por estado em que está autorizada, então uma empresa presente em dez estados entra dez vezes. E a série da PF não se compara diretamente com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que usa vínculos de emprego; o observatório mantém as duas separadas e explica a diferença na nota de reconciliação.
Por que importa para o setor
Menos vigilantes ativos com mais empresas autorizadas é um sinal de mercado mais fragmentado: mais CNPJs disputando um contingente que encolhe. Há explicações possíveis, que os dados não permitem separar: troca de postos humanos por monitoramento eletrônico, contratos públicos com menos postos, empresas novas pequenas, ou atualização de cadastro na própria PF depois do novo regulamento. Nenhuma delas está comprovada aqui.
Para quem vende vigilância, o efeito prático é concorrência maior por contrato e pressão sobre o preço do posto. Para quem forma e recruta vigilantes, uma base menor pode significar mais dificuldade para cobrir postos novos, sobretudo com a redução de jornada da Emenda Constitucional 141, que tende a exigir mais gente por posto quando entrar em vigor por inteiro.
Para compradores públicos e privados, a combinação também importa: mais empresas na disputa podem baixar preços no curto prazo, mas um quadro de vigilantes que encolhe aumenta o risco de postos descobertos, rotatividade alta e dificuldade de reposição em contratos longos. Vale olhar com atenção a capacidade real de cada proponente.
O que acompanhar
- O próximo arquivo mensal da PF, com a posição de novembro, e se a queda de vigilantes continua.
- O comportamento por estado no mapa do observatório, que mostra onde a redução se concentra.
- A relação entre a série da PF e o próximo Anuário, quando sair.
Fontes
- Segurança privada: empresas, vigilantes e veículos ativos por UF, out/2026 — Polícia Federal (GESP, dados abertos), 01/11/2026 · série mensal (fonte primária)
- Vigilância: série mensal e nota de reconciliação — NanoIris, a partir da PF e do Anuário FBSP, 03/11/2026 · variações e comparação (Calculado)
Texto escrito pela NanoIris a partir das fontes acima, lidas em 03/11/2026.
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