Pela série da Polícia Federal, o Brasil tinha 3.036 carros-fortes ativos em outubro. A redução atinge 26 dos 27 estados em 12 meses, mas quase um terço dela está em São Paulo.
O que aconteceu
O arquivo de dados abertos da Polícia Federal publicado em 1º de novembro registra 3.036 carros-fortes ativos no Brasil em outubro de 2026, somando os 27 estados (PF, GESP). Em outubro de 2025 eram 3.459: são 423 veículos a menos em 12 meses. Só de setembro para outubro, a frota ativa diminuiu 187 carros.
São Paulo concentra a maior parte do movimento. O estado tinha 897 carros-fortes ativos em outubro de 2025 e 769 em outubro de 2026, 128 a menos; no último mês, perdeu 50. Isso equivale a cerca de 30% da redução nacional em um ano e a 27% da redução do mês (cálculo NanoIris).
Contexto
A queda é espalhada. Em 12 meses, 26 estados terminaram outubro com menos carros-fortes do que um ano antes e nenhum com mais; o outro ficou igual. Depois de São Paulo, as maiores reduções em números absolutos foram as do Amazonas (30 a menos), de Pernambuco (26), e de Minas Gerais, Bahia e Pará (20 cada) (os 27 estados).
Em outubro, 24 estados tiveram redução no mês. Além de São Paulo, recuaram Rio de Janeiro (16 a menos), Minas Gerais (14), Amazonas (13), Paraná (12) e Bahia (10) (série da PF).
O arquivo da PF conta veículos com registro ativo. Ele não diz quantos rodam todos os dias, quantos mudaram de empresa nem por que um registro deixou de estar ativo. O Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que traz outra contagem de carros-fortes, usa outro universo e outra data; as duas séries não se somam (reconciliação).
Por que importa para o setor
O carro-forte é o principal ativo das transportadoras de valores, e São Paulo tem a maior frota ativa do país, com 769 dos 3.036 veículos (os 27 estados). Uma redução dessa ordem no estado pode refletir renovação de frota com baixa de veículos antigos, consolidação entre empresas, menos dinheiro em espécie circulando ou simples limpeza de cadastro. A fonte não permite escolher entre essas explicações, e o observatório não atribui o movimento a nenhuma delas.
Se for redução de capacidade, ela pesa mais onde a demanda continua: bancos, cooperativas, lotéricas e varejo que dependem de recolhimento e abastecimento de caixas eletrônicos. A Caixa, por exemplo, tem concorrências regionais de transporte e custódia de valores com propostas abertas em novembro (concorrências da Caixa).
O que acompanhar
- O arquivo da PF de novembro, para ver se São Paulo continua puxando a redução.
- Os estados do Norte e do Nordeste, onde a frota é menor e cada veículo a menos pesa mais.
- O resultado das concorrências regionais da Caixa e a frota exigida nos editais.
Fontes
- Segurança privada: carros-fortes ativos por UF, série mensal até outubro de 2026 — Polícia Federal (GESP, dados abertos), 01/11/2026 · série mensal por estado (fonte primária)
- Os 27 estados: carros-fortes por estado, mês a mês — NanoIris, a partir da PF, 06/11/2026 · variações por estado (Calculado)
Texto escrito pela NanoIris a partir das fontes acima, lidas em 06/11/2026.
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