Porto Alegre, São Paulo, Belém e Rio de Janeiro registraram casos entre 15 de outubro e 5 de novembro. Uma reportagem descreve uma rede de receptação que liga Rio e São Paulo.
O que aconteceu
Em Porto Alegre, a Polícia Civil prendeu em 17 de outubro dois homens vindos de São Paulo, suspeitos de dois assaltos em dias seguidos em bairros de alta renda da capital gaúcha; em um deles, um relógio avaliado em R$ 90 mil foi levado de um casal parado no semáforo (Agora No Vale). Segundo a polícia, a dupla trocava placas e cores das motocicletas; as prisões foram convertidas em preventivas.
Em São Paulo, reportagem de 21 de outubro informou a prisão do último dos quatro integrantes de um grupo investigado por dez meses; segundo a polícia, eles escolhiam vítimas em shoppings e outlets e as seguiam por mais de 100 quilômetros até o momento do roubo. Os quatro foram denunciados e aguardam julgamento (R7). Em Belém, em 31 de outubro, câmeras registraram um pedestre tendo o relógio, avaliado em mais de R$ 170 mil, arrancado do pulso no Umarizal; o autor fugiu de moto com um comparsa (Diário do Pará). Em Moema, na capital paulista, um cliente foi abordado na porta de uma joalheria e teve o relógio levado (R7).
Contexto
No Rio, um homem preso após uma tentativa de roubo de relógio na Lagoa, em 5 de novembro, já tinha condenação por roubo de relógio em São Paulo. A partir do caso, O Globo descreve roubos feitos em segundos por criminosos em motocicletas e uma cadeia de revenda que, segundo o jornal, passaria por intermediários e comércio clandestino e chegaria a compradores fora do país. São relatos da imprensa e da polícia; os casos não estão julgados.
O mercado legal desses relógios passa pela importação. De janeiro a outubro de 2026, o Brasil importou US$ 131,5 milhões em relógios, 58,3% vindos da Suíça; os de caixa de metal precioso somaram US$ 14,9 milhões (Comex Stat no observatório). Não há série pública de roubos de relógios por estado que permita dizer se os casos estão aumentando.
Por que importa para o setor
O relógio de luxo é um bem de valor que circula no pulso, fora de cofres e de transporte especializado. Vários casos do período repetem os mesmos elementos, aproximação de moto e fuga rápida; no caso paulista, a polícia diz que as vítimas eram escolhidas em shoppings e outlets. A atuação entre estados e a receptação organizada, se confirmadas, aproximam esse crime do roubo de joias e ouro, que alimenta mercados clandestinos de revenda.
Para joalherias e relojoarias, o risco se estende à calçada: a saída do cliente com a compra e a entrega em domicílio são momentos de exposição. Para quem faz transporte e custódia de relógios, os casos reforçam a demanda por entrega segura e discreta.
O que acompanhar
- O andamento das investigações sobre receptação entre Rio e São Paulo.
- Novos casos em Belém e em Porto Alegre, onde os presos vinham de São Paulo, segundo a polícia gaúcha.
- Medidas de segurança adotadas por joalherias em bairros de alta renda.
Fontes
- Dupla que roubou Rolex de R$ 90 mil é presa após assaltos em Porto Alegre — Agora No Vale, 20/10/2026 · caso de Porto Alegre (Notícia)
- Polícia prende quadrilha que perseguia vítimas por mais de 100 km para roubar relógios de luxo em SP — R7 (Cidade Alerta), 21/10/2026 · caso de São Paulo (Notícia)
- Vídeo: dupla rouba Rolex de R$ 170 mil em plena rua de Belém — Diário do Pará, 31/10/2026 · caso de Belém (Notícia)
- De Rolex a Patek Philippe: relógios de luxo alimentam rede de roubos e receptação entre Rio e São Paulo — O Globo, 06/11/2026 · caso do Rio e reportagem sobre receptação (Notícia)
- Cliente é assaltado na porta de joalheria em Moema, bairro nobre de SP, em plena luz do dia — R7 (Fala Brasil), 05/11/2026 · caso de Moema (Notícia)
- Comércio exterior: relógios importados — NanoIris, a partir do Comex Stat, 06/11/2026 · importação de relógios (Calculado)
Texto escrito pela NanoIris a partir das fontes acima, lidas em 06/11/2026.
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